GRUPO de
REFLEXIÓN 
RURAL

MOCASE • CLOC • 
  Nosotros postulamos que el cambio deseado no es añadir aspectos más ecológicos a una agricultura industrial de commoditties, sino crear un nuevo modelo agrario, con Soberanía Alimentaria, Reforma Agraria y Desarrollo Local como sus principales pilares
 
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DECLARACAO E DOCUMENTO DE ADHESAO

    EM DEFESA DA VIDA FRENTE AO GATOVERDISMO    EMPRESARIO DA INDUSTRIA DA SOJA

I-                   Em Sulamérica somos atualmente testemunhas da conformaçao de uma Mesa Redonda de Empresários de “Soja Sustentavel”. Uma iniciativa da World Wildlife Fund (WWF) que pretende, com o pretexto de conservar Ecoregioes de alta biodiversidade, legitimar a expansao dos monocultivos industriais da soja transgénica e a introduçao dos modelos intensivos de produçao de carnes e laticínios –os “feedlots” ou curraes de engorde-. É uma estratégia do capitalismo verde com o objetivo de satisfazer as demandas crescientes do mercado da Europa e China e assim poder continuar pagando a ilegítima dívida externa às instituiçoes financieras internacionais, ignorando a demanda alimentaria interna. 

II-                   Na Argentina esta proposta toma forma através do proyeto  “A coleita dos 100 milhoes” liderada pela WWF Argentina –Fundaçao Vida Silvestre- . Um proyeto de expansao da superficie de sembrado de aproximadamente 10 milhoes de hectares. Esta expansao implica uma guerra às comunidades indígenas e rurais que estao resistindo ao avanço da agricultura corporativa industrial. Significa que Argentina perderá sua  minima produçao local que ainda persiste, seus campos serao só fonte de forragem e de carnes para os mercados mundiais acrescentando inclusive mais a crise social de nosso país onde mais da metade da populaçao se acha embaixo da linha da pobreza e indigência.

III-                 Este modelo de agricultura industrial orientada à exportaçao determina o destino da agricultura a nivel global. Isto significa para os países importadores a desapariçao da agricultura local, uma agricultura soberana e diversa baseada nas culturas alimentárias dos povos. Também significa o aumento da precariedade da populacao rural. A expansao dos agronegocios baseados na agricultura industrial e a engenhearia genética atenta contra a saúde das populaçoes, implica riscos irreparáveis de contaminaçao genética, contaminaçao do meio ambiente devido ao intenso uso de agroquímicos, perda da fertilidade dos solos agrícolas, desmatamento e mudança climática.

IV-                Esta iniciativa tenta cooptar às ONGs ambientalistas e da sociedade civil com o objetivo de legitimar a expansao deste modelo de agricultura industrial. Esta estratégia também deixa translucir um debate pendente nesta decada. Qual é o rol das ONGs? Seu rol seria dedicar seus esforços a convencer e estabelecer um diálogo com as Transnacionais para mitigar os impactos da suas atividades? Ou sua finalidade principal deveria ser a de otorgar ferramentas e apoio às lutas das comunidades locais?

V-                 Se propoe a partir deste momento um processo de debate e uniao entre organizaçoes de base: rurais, urbanas, indígenas, sindicatos y ecologistas. Queremos crear uma resposta a este MODELO DE AGRICULTURA INDUSTRIAL BASEADO EM MONOCULTIVOS E INGENHARIA GENETICA  que está pondo nossa vida e a das futuras geraçoes em risco. Es só desde embaixo, desde a mesma base social, que poderemos desarrolhar alternativas e detener a crise social e ecológica que vivemos e que aumenta cada día. Alternativas baseadas na experiência milenar das comunidades rurais em combinaçao com tecnologías sustentaveis ao alcance de todos. Convocamos a um processo participativo de reflexao e construçao de novas políticas agropecuarias que convergam na Reforma Agraria e a Soberanía Alimentaria.

 

As organizacoes sociais abaixo assinantes expressamos nossa total oposiçao à iniciativa da "Soja Sustentavel" liderada pela WWF que profundiza o modelo neoliberal e favorece o proyeto do capitalismo global. Declaramos nossa disposiçao a desarrolhar açoes tendentes a denunciar o fraude que está se gestando e a coordinar actividades em defesa dos recursos naturais e da diversidade biológica frente ao enemigo común de nossos povos:

Atividades que vao desde a denuncia pública, a organizaçao de encontros de informaçao até o desarrolho de atividades paralelas aos eventos da Mesa Redonda Empresarial de "Soja Sustentavel" tal como o Contraencontro de Iguazú em Março 17-18, 2004 em resposta à primeira reuniao desta Mesa Redonda.

 

Nos propoemos transitar verdadeiros processos de integraçao, solidaridade y hermandade entre todos os homens e mulheres desta terra.

 

GRR- Grupo Reflexión Rural

MOCASE- Movimiento Campesino de Santiago del Estero

CLOC- Coordinadora Latinoamericana de Organizaciones Campesinas